MARGINALIDADE
Para o sociólogo Everett Stonequist, o homem marginal é aquele que, através da migração, educação, casamento ou alguma outra influência, abandona um grupo social ou cultural sem realizar um ajustamento satisfatório em outro e encontra-se na margem de ambos sem pertencer a nenhum. A pessoa marginal possui uma incerteza psicológica entre dois (ou mais) mundos sociais; refletindo em sua alma as discordâncias e as harmonias, as repulsões e atrações destes mundos.
LIMINALIDADE
Período marcado pela retirada do sujeito da estrutura social. O antropólogo norte-americano Victor Turner coloca que existe uma tentativa de transformar a variabilidade humana de mero caos e desconexão em um processo significante que, tomando a forma de drama ritual, reconhece na liminalidade e nas figuras liminares ativadoras de transição, catalizadores da história. Na liminalidade é possibilitado aos participantes pensar de maneira criativa sobre a sociedade.
EXCLUSÃO
Tecnicamente falando, pessoas ou grupos sociais sempre são, de uma maneira ou outra, excluídos de ambientes, situações ou instâncias. Exclusão é "estar fora", à margem, sem possibilidade de participação, seja na vida social como um todo, seja em algum de seus aspéctos. O sociólogo francês Serge Paugam, um dos mais importantes teóricos da exclusão na atualidade, coloca a exclusão, como fenômeno objetivo e subjetivo, individual e social ao mesmo tempo, e nos instiga a superar abordagens reducionistas e simplificadoras de uma das questões sociais mais perversas na história da humanidade. |